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Cavalos são a Arte de Amanda
por Nancy Hirsch

Tem gente que gosta de apreciar arte. Tem gente que gosta de fazer arte.
(English version below)

Há pessoas que nascem para serem artistas; através de seu ofício, nos apresentam o belo, nos surpreendem. Este último é o caso de Amanda Saladini Vieira, jovem carioca, frequentadora da serra e do litoral do Rio de Janeiro, sem nem ter ultrapassado ainda a barreira dos 30 anos de idade, desde pequena criar foi seu pendor.

Em suas palavras, conta “me reconheço como desenhista desde pequena. É através das minhas ilustrações que sempre me permiti ter acesso a um mundo fantástico onde realizo meus sonhos, enfrento meus medos e realizo meus desejos”.

Talento indiscutível, Amanda é multitudo: ela faz esculturas, pinturas e animações... Ela é disputada para transformar em obras de arte portas de garagem, muros, paredes de consultórios dentários...

Pode usar uma folha de papel, ou telas de pintura e mesmo madeiras. Como varinha de condão, traz seus caryons, ou o carvão e a tinta acrílica. Ela fotografa e faz filmes. E esta pimentinha não tem o menor problema em trabalhar na frente de uma plateia, que não atrapalha em nada sua concentração!
Foi um privilégio assistir aos primeiros passos de Amanda, ainda garotinha, no seu contato com um cavalo Árabe. Com curiosidade e total naturalidade acatou as instruções que lhe eram dadas da beira da cerca;  acertou a postura e entrou no ritmo do cavalgar numa cadência perfeita.

Com o sorriso estrelado, a voz rouquinha e o charme esfuziante, a artista frequentou todos os workshops sobre cavalos que pôde: desde o western até a doma natural. Participou de diversas provas de enduro com todo o entusiasmo que lhe é peculiar.

Não foi surpresa para ninguém quando o Árabe passou a ser tema de destaque das obras de arte de Amandinha. Aliás, alguns também já emprestaram seus lombos, como tela para suas pinturas ou participaram de seus experimentos fotográficos, seja quando se encarapitou no telhado de uma baia para ter uma perspectiva diferente de um tordilho ou nos ensaios noturnos com luzes e movimentos.


Amanda Saladini Vieira e Legolas ADF

Os equinos de Amanda podem ser verdes ou azuis. Eles voam ou bebem água numa fonte. São feitos de ondas do mar e também de galhos de árvores. Estão em bando ou um solitário animal passeia ao luar.

Os cabelos de uma silhueta feminina delineiam o perfil de um cavalo. Potrinho e mãe trocam cainhos. Em uma animação, a figura feminina de uma índia caminha ao lado de um cavalo e o movimento de pernas dela se confunde com os das patas dele.

Como se fossem dois mundos diferentes, dois torrões de terra estão suspensos no ar; Um deles é habitado por um cavalo alazão ferrugem e  o outro por um animal negro. Amanda sabe que cavalos são animais gregários, então, em seu desenho animado, o negro toma impulso e, de um pulo, vai parar no pasto do pasto do vizinho. Resolvido o problema de solidão.

Mas Amanda e sua arte não podem ser contidas em apenas palavras e numa folha de papel. Elas precisam ser vistas e apreciadas. E nem é com a velocidade que a cibernética hoje nos impõe: há detalhes a serem descobertos; nuances a serem percebidas; ideias a serem absorvidas; cores a serem apreciadas; formas a serem admiradas e ousadias a serem aplaudidas.

Nancy de Lustoza Barros e Hirsch é criadora no Haras Namahê-RJ, jornalista e escritora. Está em seu quarto romance e, em todos, o cavalo é importante protagonista. Seu mais recente livro, Carrossel, está disponível no site Amazon.

Horses are Amanda's art
Some people appreciate Art. Others create Art.

There are some born to be artists; through their craft they present us the beautifulness and surprise us. This is the case of Amanda Saladini Vieira. A Young girl born in Rio de Janeiro, Brazil, she has not yet overcome the 30 years of age barrier and to create was her gift since very little. In her own words, she says: “I recognize myself as a designer since I was little. It is through my drawings that I have always allowed myself to access a fantastic world where I fulfil my dreams, face my fears and accomplish my wishes.”

With an undeniable talent, Amanda multitasks: she creates sculptures, paintings, digital animations... She is requested to transform garage doors, outside walls, dental offices into Works of Art... She can use a sheet of paper, a painting canvas or even pieces of wood. Like a fairy wand she brandishes her crayons, coals and acrylic paint. She photographs and films. And this feisty little girl has no trouble working in front of an audience, which does not for a minute disturb her concentration!

It was a privilege to watch Amanda’s first steps, still a small child, in her contact with an Arab horse. It was with curiosity and naturality that she accepted the instructions which were given over the fence, corrected her posture and stepped in rhythm with the ride in perfect cadence.

With a starry smile, a husky voice and a flashy charm, this artist attended all the workshops about horses that she would come across: from western riding to natural training. She participated in several endurance challenges with all her typical enthusiasm.

It was no one’s surprise when the Arab horse came to be the highlight of Amanda’s Works of Art. As a matter of fact, some have even lent their bodies to be canvases for her paintings or participated in her photographic experiments, when she climbed the roof of a stall for a different perspective of a grey horse or in her nightly essays with light and movement.

Amanda’s equines may be green or blue. They fly or drink from a fountain. They are made of sea waves and also of tree branches. They appear in groups or a solitary animal strolls under the moonlight. The hair of a female silhouette outlines the profile of a horse. A colt and mother cuddle, the figure of an Indian woman walks beside a horse and the movement of her legs get mixed up with those of its hooves.

Two horses have their own piece of ground, as if they were two different worlds, floating in the air. A chestnut and a black one. Little Amanda knows that horses are gregarious animals, so, in her animation the black takes impulse and in one jump gets beside the neighbour. Solitude problem solved.

But Amanda and her craft cannot be contained in just words and one sheet of paper. They must be seen and appreciated. And it is not with the cybernetics speed that today is imposed to us: there are details to be discovered, nuances to be perceived, ideas to be absorbed, colours to be appreciated, forms to be admired and boldness to be applauded.

Nancy de Lustoza Barros e Hirsch is a breeder at Haras Namahê-RJ, journalist and writer. She is in her fourth novel and, in all, the horse is an important protagonist. His latest book, Carrossel, is available on Amazon.


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